Jogo de brancos

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Projeto Santo André

 

Jogo de brancos

 

Compondo tons neutros com
pitadas quentes, mas suaves,
o design prova que branco
nem sempre é frio

 

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Com a integração dos espaços e a escolha do branco como pano de fundo, o living ficou mais amplo. Integrando os recintos, o piso é de porcelanato da Neo Stone. Para delimitar o jantar, o balcão em granito preto absoluto apoia e separa da cozinha, acoplando cuba em aço e gavetões em MDF.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com menos parede e design
clean, o social foi
totalmente conectado

 

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Versátil, a área de estar também funciona como home theater, graças ao rack, desenhado pelo arquiteto. O sofá e o tapete em fios de seda (Casa Fortaleza) dão aconchego e quebram com a constância do branco, pincelado por cor pelo abajur (Archiforma), asalmofadas e o quadro. Cortina da Beare Decor deixa transpassar a luz natural.

 

 


O apartamento com 60 m
2 era uma construção antiga, dessas com muita luz – localizada no bairro Bela Vista, em Santo André. Com acabamentos e instalações ultrapassadas, precisava de uma atualização. Os proprietários, um casal jovem – ela empresária, ele publicitário – antenado nas tendências de design, queria dar mais amplitude à moradia, o que ficou a cargo do arquiteto Sérgio Astrauskiene. Pela metragem modesta, os ambientes também precisariam ganhar mais amplitude. Para isso, um dos artifícios foi abusar da cor branca, da luz natural, e de uma boa distribuição do mobiliário, além dos objetos de design que dão realce aos desenhos.

“Minha inspiração foi a união das diferentes nuances de branco e o aconchego dos espaços”, diz Sérgio, para quem esta cor, quando utilizada com sabedoria, não é sinônimo de frieza. “Tudo depende da luz natural, das dimensões do espaço e da disposição do mobiliário, além da escolha dos objetos de design”, complementa, ressaltando que quando há cumplicidade entre cliente e profissional, caso deste projeto, jogar com os brancos fica muito divertido.

Para ser melhor aproveitado, o social deveria ser integrado: sala de estar, que também é home theater, jantar e  cozinha foram conectados, para o que as paredes que separavam esses ambientes foram parcialmente removidas, sem alterar o projeto estrutural. Dividindo o jantar e o escritório, uma estante vazada, projetada pelo profissional, com nichos para objetos com cores mais quentes; já a cozinha é separada do jantar por um balcão em granito. A escolha dos móveis prezou pelo conforto.

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O painel ripado em MDF foi pensado para criar uma tênue divisão entre os ambientes e conectar as prateleiras flutuantes, em amadeirado rústico, que quebram a continuidade da parede, mas levam linearidade ao ambiente.
A poltrona anos 50 é de acervo pessoal.

 

 

 

Com texturas e toques
de contraste foi possível
conceber efeitos cênicos

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A marcenaria do quarto também otimizou o espaço com prateleiras e cabeceira flutuantes em MDF. Toques de cor com as almofadas e no abajur.

 

 

 

“Os moradores curtem arte, música e cinema, portanto, além de cores contrastantes nos detalhes, foram exigentes na escolha dos itens”, conta o arquiteto, que privilegiou o mix de texturas e usou bastante madeira nas composições. Aquecer os ambientes, aliás, também foi uma função da iluminação. Toda ela é cênica, com pontos focais amarelados. “Com a luz artificial, dei um aspecto lúdico ao design”, conta Sérgio, satisfeito por ter podido contar também com a iluminação natural. O apartamento foi ainda sonorizado.

O quarto do casal não fugiu à regra. Pequeno, foi banhado a branco e ganhou prateleiras flutuantes, que economizam espaço, além do colorido de almofadas e quadro, para contraste. Recebeu ainda iluminação especial, com duas lâmpadas AR 111 direcionáveis no teto, para leitura. O resultado foi a sensação de acolhimento.

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“Um design descolado
e suave, com branco,
simplicidade e aconchego”

 

 

 

 

 

 

(matéria publicada na Revista Decorar 79, em Novembro de 2013)