470 m² de branco, vermelho e preto

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470 m² de branco, vermelho e preto

família resolveu voltar a morar na capital a fim de ficar mais perto de seus afazeres.

 

Com base branca, projeto transforma dois apartamentos em um para família que prioriza amplitude e sofisticação.

Aqui, o destaque para a escultura em bronze Guanabara, de Alfredo Ceschiatti. O painel e o apoio da obra são de mármore calacata gold e piso, de mármore sivec.

Com o nascimento dos filhos, o casal de médicos paulistano foi viver nos arredores da Grande São Paulo para que as crianças tivessem mais espaço onde brincar. Agora que são adolescentes, a família resolveu voltar a morar na capital a fim de ficar mais perto de seus afazeres.

Porém, eles não queriam perder a amplitude com a qual se acostumaram na antiga residência. Assim, compraram dois apartamentos em um edifício no Morumbi e convocaram a arquiteta Ieda Korman para transformá-lo em um só, resultando em uma área total de 470 m2.

Requinte foi a palavra-chave para o décor, feito em branco, preto e vermelho, como se vê nesta sala de estar, que valorizou as obras de arte. Ao lado, um detalhe do hall de entrada que funciona como uma galeria. Aqui, o destaque para a escultura em bronze Guanabara, de Alfredo Ceschiatti. O painel e o apoio da obra são de mármore calacata gold e piso, de mármore sivec.

Requinte foi a palavra-chave para o décor, feito em branco, preto e vermelho, como se vê nesta sala de estar, que valorizou as obras de arte. Um olhar atento para o hal-l de entrada que funciona também como galeria.

 

Ieda Korman

As duas salas de estar integradas são repletas de peças antigas que se misturam a móveis de design. Os sofás Armani são da Dpot e a mesa de centro com tora de madeira maciça foi desenhada por Ieda Korman, enquanto a poltrona vermelha e a luminária de chão chinesa ao lado são acervo da família.

 

Ieda Korman

Deste ângulo do living, vê-se a tela de Tadashi Fukushima acima de um baú chinês antigo. A mesa lateral preta é do antiquário Ana Luiza Wawalberg.

 

O projeto de unificação redesenhou completamente os imóveis, eliminando todas as paredes que os dividiam. Um deles foi destinado apenas à área social e o outro aos espaços da área íntima, com quatro suítes, um closet e home office.

 

Em um dos apartamentos, no lugar dos quatro dormitórios estão a copa e a cozinha. Cozinha e área de serviço do imóvel viraram uma suíte.

 

Ieda Korman

Os vasos, cristais e pratarias sobre da mesa de centro das salas de estar foram garimpados em antiquários e remetem a cultura chinesa.

 

Os mesmos cômodos do outro foram transformados em um espaço para as empregadas, com área de serviço, sala de TV e dois dormitórios.

“Com todas essas mudanças, grande parte da hidráulica e da elétrica teve que ser refeita para atender às necessidades dos futuros moradores e a disposição de móveis que propus”, explica a arquiteta.

 

Ieda Korman

A mesa de sinuca, pedido dos dois filhos, foi colocada em um dos terraços para que recebecem os amigos sem atrapalhar o resto da casa.

 

Ieda Korman

Já o outro terraço tem estilo eclético com mais um báu chinês antigo, escultura de zebra de porcelana-italiana (Kcase) e poltrona Armando Cerello.

 

Esportistas, amantes de design e de mobiliários antigos, os proprietários tinham uma lista de desejos. Um deles era uma sala de estar bem ampla para receber os amigos, assim como um grande home theater. Os filhos queriam uma mesa de sinuca, que foi colocada em um dos terraços. A família fez um pedido especial também na paleta de cores, escolhendo branco, preto e vermelho para remeter às suas origens chinesas.

“Alguns móveis na casa são tradicionais da China, comprados em antiquários e herdados pelo casal. Misturando-os a peças contemporâneas, chegamos a um estilo atemporal”, diz.

 

Ieda Korman

Com o projeto, entre a cozinha e a sala de estar está a copa prática e clean para refeições mais rápidas e informais no dia a dia, como no café da manhã. A grande mesa (Dpot) acomoda confortavelmente seis pessoas. As cadeiras (Montenapoleone) têm design de Jean-Marie Massaud e completam a composição. O destaque são os lustres DNA, da FAS iluminação.

 

Ieda Korman

Ampla, a cozinha tem ilha de Corian ao centro e acomoda vários equipamentos atendendo a todas as necessidades da família. A marcenaria contempla o ambiente e gavetas. Na área molhada, a escolha do revestimento recaiu para as pastilhas (Bisazza) que contrastam com o fundo branco.

 

Ieda Korman

Dentre os tons, o branco predomina, com pitadas de vermelho e preto, deixando o destaque para as obras de arte do acervo dos moradores. No geral, o objetivo era que os ambientes fossem claros, amplos e requintados, sem qualquer obstáculo.

“A vista se destaca logo de cara, pois o apartamento não tem porta de entrada. O elevador abre direto para o hall, que é integrado ao living e ao terraço. Amigos e familiares ficam deslumbrados ao entrar com o visual e toda a claridade”, conta Ieda.

Para finalizar, sancas iluminadas escondem vigas e iluminação foi feita com spots com vários tipos de LED, lustres assinados ou de antiquários e olhos de moscou nas obras de arte.

 

Ieda Korman

No home theater, o sofá que acomoda a família e amigos foi executado pela Decoramento, sob o projeto de Ieda. A chaise Bird (Micasa) é de Tom Dixon para a Cappellini.

 

Ieda Korman

O carrinho vintage (Stile D.O.C) que atua como bar-móvel completa o entretenimento no home theater. A marcenaria (Rechtman) de carvalho americano abriga os eletrônicos com exatidão.

 

Ieda Korman

Os dois halls de entrada receberam obras de arte como um espaço de galeria. Neste acima, destaca-se a tela com imagem de arara pintada por Alfredo Volpi.

 

 

 

 

Por Marina Sola
Fotos Gui Morelli
Matéria Publicada em Revista Decorar 105.

 

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