Nova Petrópolis

Modello Arquitetura
20 de novembro de 2013
Avenida Braz Leme
22 de novembro de 2013

Com clima interiorano, equipado com escolas e próximo ao
centro, o bairro em Santo André é opção para famílias

Com o objetivo de criar um loteamento que se transformasse em um sonho de consumo na região, os irmãos Alfredo Hipólito e Ernesto Pujol na década de 20, compraram o sítio de Benedito Cesário do Nascimento, cujas terras começavam na igrejinha Santa Filomena – perto da rua Marechal Deodoro, no centro de São Bernardo – e se estendiam em uma grande área verde. Ergueram uma placa com o nome Nova Petrópolis em letras garrafais no alto de uma colina que podia ser vista de longe. Para transportar os futuros compradores dos terrenos, instalaram um trenzinho ligando a estação férrea de Santo André a São Bernardo, pleiteando integrar um ramal entre esta linha e o ponto mais afastado do loteamento.
Inovadora, a ideia não vingou na época. E, em 1930, por meio de hasta pública, Wallace Simonsen, adquiriu o ex-sítio do Nascimento, onde depois criou a chácara São Silvestre. Ali construiu uma enorme casa de pedra, que foi tombada pelo Conselho do Patrimônio Histórico e Cultural de São Bernardo do Campo, como um patrimônio histórico da Cidade, em 1984.
Apenas na década de 40, o projeto vingou depois de retomado pelo filho de Wallace, Mário Simonsen. As ruas do bairro foram melhoradas e ali se implantou a primeira rede de água da cidade. A água era trazida de um amplo lago existente na chácara São Silvestre, todo cimentado e cercado por árvores.
Delimitado pelo centro e os bairros de Baeta Neves e Santa Terezinha, o Nova Petrópolis é considerado nobre, residencial e propício para as famílias, pois oferece opções em escolas, além das várias pracinhas.
A dentista Mônica Gonçalves, mãe de uma filha adolescente e moradora há 13 anos, concorda. Ela afirma que o bairro “conta com a estrutura que toda família precisa, como escolas de qualidade e tranquilidade”. Também elogia a vizinhança: “bastante amistosa e educada.”

morar em mosaico 1

morar em mosaico 2

Farta em serviços e metro quadrado acessível, R$ 4.500,
Nova Petrópolis atrai novos moradores

Segundo dados da Urban Systems, esses moradores, quase 100% alfabetizados, tem renda média superior a R$ 5 mil  – o valor reduz para R$ 2 mil ao Sudoeste do bairro. É atento a estas estatísticas que Luiz Armando Fairbanks, gerente de incorporação da Plano&Plano, projeta produtos para a região. “A cidade tem muito potencial em terrenos e população, e o Nova Petrópolis ainda mais, por ser próximo ao centro”, justifica um dos idealizadores do Fatto Figueira, que contempla duas torres estruturadas sob o conceito de condomínio-clube, um dos seis empreendimentos – em geral com dois e três dormitórios – implantados nas proximidades desde 2011. “70% das unidades foram vendidas nos primeiros três meses”, relata Fairbanks.
O metro quadrado para venda naquelas redondezas está em torno de R$ 4.500, tendo quase duplicado nos últimos cinco anos; já para alugar, custa, em média, R$ 19, segundo a Urban Systems. E a tendência é subir. Se no passado o projeto do trenzinho dos irmãos Pujol não foi adiante, agora, a futura linha 18 – Bronze do Metrô, um elo entre a capital e o ABC Paulista, está em vias de financiamento. A estação ficará próxima ao terminal rodoviário, outra opção em transporte público para os moradores.
A verticalização dos últimos anos traz muitas vantagens: serviços e opções de gastronomia de primeira. “É um local onde o contemporâneo e o tradicional se encontram; conto com restaurantes modernos ao mesmo tempo que com uma feira que toma a avenida Prestes Maia todo sábado”, diz a publicitária Tássia Rodrigues que gosta de tudo ali e se sente satisfeita por viver o bom da modernidade, sem deixar o melhor dos hábitos de pequenas cidades.
Mais tradicional, Mário Brandão, um dos donos da escola de ioga Yoga Siddharta, está preocupado com o crescimento: “Tenho observado o desenvolvimento daqui e a tendência é que percamos nosso sossego.” O que resta é esperar.

 

 

 

 

 

 

 

 

(matéria publicada na Revista Decorar 79, em Novembro de 2013)

FOTOS Ricardo Breda