Morte de Sergio Rodrigues

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Seu nome já está definitivamente gravado na história do design mobiliário brasileiro

No dia 01 de setembro, arquitetos, decoradores e designers amargaram a notícia do falecimento de um dos maiores nomes do design brasileiro. Sergio Rodrigues, morreu aos 86 anos, no Rio de Janeiro. Apesar da perda irreparável, fica para os profissionais do setor o reconfortante legado de um dos homens que mais divulgou a produção brasileira em design mobiliário lá fora.

O carioca nascido em 1927, começou sua carreira como arquiteto, trabalhando com nomes como David Azambuja, Flávio Regis do Nascimento e Olavo Redig de Campos, com os quais ajudou a projetar o Centro Cívico de Curitiba, importante obra da arquitetura moderna brasileira.

Nos anos 50, migrou da arquitetura para o design, onde se consagrou pelo apuro ao transformar a madeira nativa em móveis com traços belíssimos e atemporais, o que fez com que ele se tornasse um dos preferidos de Niemeyer e das gerações de arquitetos que vieram a seguir.

“Foi  ele quem inventou a identidade do design brasileiro. Com apuro técnico impressionante, formas confortáveis e detalhes preciosos, criou um design atemporal.  Seus móveis proporcionam ao espaço uma elegância despojada, um jeito muito singular de traduzir o modo de viver do brasileiro. Suas peças chegam a ser poéticas”, opina a arquiteta Estela Netto.

A incrível capacidade de traduzir em móveis a identidade brasileira e levar isso para o mundo é frequentemente lembrada pelos admiradores do designer. “Sergio Rodrigues levou o nome do Brasil para várias partes do mundo. Sua morte é uma grande perda para o design nacional, pois ele sabia trabalhar a madeira  – matéria-prima tão característica do nosso país – de forma única e espetacular”, comentam as arquitetas Nathália Otoni e Luciana Araújo, do escritório Óbvio Arquitetura.

Quem conhece profundamente sua obra, é categórico ao afirmar que o Brasil perdeu um artista. “A simples colocação de um móvel assinado por Sergio Rodrigues num espaço pode dar um up em qualquer ambiente. Costumo falar que é um móvel/escultura. Um objeto de arte mesmo e, até por isso, com um alto valor agregado. As peças de Sérgio Rodrigues possuem um design elegante, durável e tudo isso sem perder a ergonomia. Um móvel completo realmente. Perdemos um dos maiores designers brasileiros que já tivemos”, lamenta a arquiteta Marina Dubal.

Tendo sido criador de cerca de 1200 peças de mobiliário e conquistado a admiração de gerações de arquitetos e designers não é precipitado afirmar que a obra de Sergio Rodrigues já está eternizada.

Fotos: Daniel Mansur e Henrique Queiroga

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Projeto da arquiteta Estela Netto. Poltrona Diz, de Sergio Rodrigues.

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​Para dar um toque sofisticado a um descolado loft, a arquiteta Marina Dubal especificou a poltrona Diz e o banco Sônia de Sérgio Rodrigues