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08 Set 2010
   
 

 
 

Segunda chance

A expressão “tumor cerebral em crianças e adolescentes” originou o nome TUCCA, escolhido para batizar a entidade sem fins lucrativos fundada em 1998 por médicos, pais de pacientes e representantes da sociedade civil. O objetivo era elevar a taxa de cura e melhorar a qualidade da vida de crianças carentes portadoras dessa doença. Hoje, a TUCCA estende o atendimento a crianças e jovens com todos os tipos de câncer, desde diagnóstico e tratamento até a reabilitação e capacitação profissional.

“Através das nossas ações “TUCCA Pela Cura”, realizadas com o apoio dos nossos colaboradores e patrocinadores, temos o privilégio de poder oferecer a crianças e adolescentes carentes com câncer todas as chances de cura”, explica o doutor Sidnei Epelman, presidente da entidade e oncologista pediatra.

Com mais de mil jovens assistidos, a parceria entre a TUCCA e o serviço de oncologia pediátrica do Hospital Santa Marcelina alcança altos índices de sucesso para a patologia que, nos países em desenvolvimento mata mais crianças que Aids, malária e tuberculose juntas. No Brasil, o tumor cerebral é a segunda maior causa de morte infantil, segundo dados da Organização Mundial de Saúde.

Além de oferecer tratamentos, a entidade mantém uma equipe multidisciplinar composta por psicólogos, neuropsicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e assistentes sociais que acompanha os pacientes e familiares durante todo o processo de tratamento.

A escolha da região Leste como local de atuação tem um propósito, segundo o doutor Epelman. “Temos aqui a maior densidade demográfica da cidade, próxima a importantes e populosos municípios da Grande São Paulo; dos aproximadamente dez centros de referência no tratamento do câncer na cidade de São Paulo, a TUCCA é a única da região”.

A parceria com o serviço de oncologia pediátrica do Hospital Santa Marcelina permite que os recursos arrecadados pela Associação sejam investidos prioritariamente no que há de mais moderno em diagnóstico e medicamentos, pois o atendimento do SUS e toda sua estrutura hospitalar e cirúrgica fica à disposição dos pacientes. O ambulatório-modelo da TUCCA, fruto da mesma sociedade, foi inaugurado em 2007.

Seus espaços são decorados para entreter as crianças e acomodar os parentes. Há lan-house, horta, cozinha experimental e ateliê de costura para as mães que fazem parte do ambulatório. O aparato médico necessário ao tratamento e recuperação dos pacientes é, contudo, a parte mais valiosa do espaço. No entanto, a TUCCA necessita de doações, tanto de empresas quanto de pessoas físicas para financiar seus gastos. Seu serviço de call center promove ações culturais para ajudar a divulgar os serviços prestados e angariar os donativos.

“Temos o privilégio de poder oferecer a crianças e adolescentes carentes com câncer todas as chances de cura.”
Sidnei Epelman, presidente da TUCCA.

 

Texto: Daniel Keny Foto: divulgação

 
 
     
 
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