mosteiroO Mosteiro da Luz tem suas origens na igreja em homenagem a Nossa Senhora da Luz, erguida no século 16 no Ipiranga. Por volta de 1600, a igreja foi transferida para a área em que se encontra hoje, na Luz. Em 1729, teve seu frontispício elevado. Contudo, a parte mais complexa da obra, incluindo o convento das Monjas Concepcionistas Franciscanas da Ordem da Imaculada Conceição, foi executada por Frei Galvão em 1788, que lhe concedeu a feição atual. Em 1802, a igreja ainda inacabada é inaugurada e, só após a sua morte, em 1822, é finalizada ganhando a fachada com uma torre (originalmente eram duas torres). Em 1929, o recolhimento foi elevado à categoria de Mosteiro, sendo tombado em 1943 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Nos anos 1970, após convênio com o Governo do Estado de São Paulo, em parte do edifício é instalado o Museu de Arte Sacra, cujo acervo começou a ser formado por Dom Duarte Leopoldo e Silva, primeiro arcebispo de São Paulo, que a partir de 1907 passou a recolher imagens sacras de igrejas e capelas de fazendas demolidas após a proclamação da República. Declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1977, também foi preservado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Arquitetônico do Estado de São Paulo (CONDEPHAAT). Desde 1999, também exibe uma coleção de presépios. Além do museu e do convento, nele se encontram o túmulo de Frei Galvão e o seu Memorial, que reúne objetos de uso pessoal e religioso do religioso.

Revista Decorar

Autor: Revista Decorar

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